III SARAU LITERÁRIO – A Hora da Estrela

O III SARAU LITERÁRIO da Escola Técnica Santo Inácio já está ganhando forma, pois toda semana os alunos ensaiam seus textos que serão apresentados no Sarau. Este ano o autor homenageado será a escritora Clarice Lispector, cuja obra “A Hora da Estrela” faz parte das encenações teatrais. Segundo Fernando Pessoa, “A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta”; portanto, o ator busca tornar real essa arte com a ajuda da fantasia, dando vida aos personagens quando as cortinas se abrem.

Adaptado pelo professor de literatura Fernando Caiel – idealizador do projeto e que também coordena o evento -, a peça será apresentada por um grupo de alunos do terceiro ano e gira em torno da personagem Macabéa – excelente interpretação da aluna Amanda Vieira, – que é uma alagoana pobre de 19 anos que possui um corpo franzino e só come cachorro quente. Além disso, ela é feia, virgem, tímida, solitária, ignorante, alienada e de poucas palavras.

Quando vai morar no Rio de Janeiro, consegue um emprego de datilógrafa na cidade.

Um de seus maiores prazeres nas horas vagas é ouvir seu rádio relógio, emprestado de uma das moças do quarto em que dividem.

Mesmo destituída de beleza, Macabéa (ou Maca, seu apelido) consegue encontrar um namorado – personagem que o aluno Luan Ulrich incorpora com maestria -, o nordestino ambicioso e metalúrgico Olímpico de Jesus Moreira Chaves. O namoro termina quando Glória – personagem vivido pela aluna Giulia Dias -, ao contrário de Macabéa, bonita e esperta, rouba seu namorado.

Quando vai à Cartomante – papel cômico e divertido na interpretação da aluna Nathy Avila -, uma impostora chamada Madame Carlota, Macabéa descobre por meia das cartas sua “sorte”. A obra possui uma grande ironia em seu término, visto que só no momento da morte é que Macabéa obtém a grandeza do ser.

“A Hora da Estrela” é o último romance da escritora brasileira Clarice Lispector, publicado em 1977.  É classificado como um romance intimista, também conhecido como romance psicológico, estilo em que a autora se destaca. Afinal, a obra de Clarice é marcada por suas emoções e sentimentos pessoais.

Dirigido por Suzana Amaral, esta obra foi transformada em longa metragem no ano de 1985.